
As urgências que o Silêncio revela
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21 de janeiro de 2026A Abelha e a Mosca: O Que Você Escolhe Enxergar Define Quem Você É
Você nasceu para ser a abelha — mas o jardim só revela seus tesouros para quem eleva o olhar.
Existe um jardim diante de você. Nele, flores desabrocham em cores vibrantes, exalando perfume. Mas também há, nesse mesmo jardim, restos orgânicos em decomposição, sombras úmidas, matéria em putrefação.
Duas criaturas chegam a esse jardim. A abelha e a mosca.
A abelha, com sua estrutura delicada e aparentemente frágil — que segundo cálculos aerodinâmicos não deveria nem conseguir voar — move-se em direção às flores. Seu corpo foi desenhado para isso: pelos que capturam pólen, corbículas que o transportam, uma língua que alcança o néctar mais profundo. Ela ignora completamente o lixo, a podridão, o que está morto. Não porque seja ingênua, mas porque sua própria natureza a direciona para aquilo que gera vida. Do néctar que coleta, nasce o mel. Do pólen que transporta, nascem novos frutos, novas flores, novos ciclos de abundância.
A mosca, por outro lado, passa direto pelas flores. Ela não as vê. Ou melhor, vê, mas não reconhece valor ali. Sua fisiologia inteira — seus receptores químicos, suas antenas, seu instinto — está calibrada para detectar decomposição. Ela pousa sobre o que apodrece, deposita seus ovos no que está morto, alimenta-se do que já não tem mais vida. E assim permanece, em ciclos de deterioração.
Ambas estão no mesmo jardim. Ambas têm asas. Ambas voam. Mas vivem realidades completamente diferentes.
O Jardim Chamado Vida
Você já parou para perceber que a mesma dinâmica acontece entre os seres humanos?
Colocamos duas pessoas diante da mesma situação, do mesmo ensinamento, da mesma oportunidade de transformação — e uma enxerga ouro enquanto a outra vê apenas pedras. Uma reconhece o sagrado, enquanto a outra o reduz ao profano, ao trivial, ao consumível.
Não é uma questão de inteligência. É uma questão de nível de consciência.
A consciência é como um músculo: expande-se ou atrofia-se de acordo com o que você alimenta. E aqui está a verdade que poucos querem ouvir: você só reconhece aquilo para o qual está sintonizada.
Se sua consciência está calibrada para enxergar problemas, você encontrará problemas em todos os lugares — até nas soluções. Se está sintonizada para a escassez, e a escassez aqui não é material, verá pobreza mesmo em meio à abundância. Se está programada para a desconfiança, transformará presentes em armadilhas.
Mas se você expande sua consciência, se eleva sua frequência interna, começa a reconhecer o néctar onde antes só havia ruído. Começa a perceber sincronicidades onde antes via apenas coincidências. Começa a identificar oportunidades de ouro disfarçadas de desafios.
O Sagrado Reduzido à Profanidade
Uma das tragédias silenciosas do nosso tempo é a incapacidade coletiva de reconhecer o sagrado.
Pessoas recebem ensinamentos profundos e os consomem como entretenimento. Acessam sabedoria milenar e a tratam como produto descartável. Estão diante de portais de transformação e de grandes Mestres e perguntam: “Quanto custa? Tem desconto?”
Isso não é maldade. É limitação de consciência.
Quando você vive em um nível de consciência restrito, você literalmente não consegue perceber dimensões que estão além dele. É como tentar explicar a cor azul para alguém que nasceu cego: as palavras existem, a realidade existe, mas a percepção não alcança.
Você reduz o sagrado porque esse é o máximo que sua consciência atual permite enxergar.
E o mais doloroso? Você nem percebe que está fazendo isso. Você acredita estar sendo “prática”, “realista”, “pé no chão” — quando, na verdade, está apenas operando dentro da prisão invisível das suas próprias limitações perceptivas.
A Fisiologia da Consciência
Assim como a abelha tem uma fisiologia que a direciona ao néctar, você pode reprogramar sua “fisiologia da consciência” para reconhecer o que é elevado, nutritivo, transformador.
Mas isso exige intenção. Exige disciplina. Exige humildade para admitir: “Talvez eu não esteja enxergando tudo o que está disponível para mim.”
Porque aqui está a verdade técnica que poucas pessoas compreendem: o cérebro humano é um filtro, não um espelho. Ele não registra a realidade como ela é; ele registra a realidade conforme você foi condicionada a percebê-la.
Seus padrões mentais, suas crenças inconscientes, seus traumas não processados, seus medos silenciosos — tudo isso funciona como um filtro que decide o que você vê e o que você ignora. E na maioria das vezes, você ignora exatamente aquilo que poderia libertá-la.
Você está literalmente cega para suas próprias possibilidades de expansão.
Da Consumidora à Criadora
E é aqui que acontece a alquimia.
Quando você reconhece essa dinâmica, quando você entende que não é a realidade que está limitada, mas sua percepção dela, algo muda. Você deixa de ser uma consumidora passiva de informações e se torna uma criadora ativa de realidade.
Você percebe que não precisa esperar que o mundo mude para você mudar. Você muda sua frequência interna e, como consequência, muda o que atrai, o que reconhece, o que manifesta.
Você para de procurar pela próxima “solução mágica” lá fora e começa a ativar a magia que já existe dentro de você. Para de buscar o Sagrado onde ele não está, onde virou comércio, e passa a reconhecer o Sagrado que esteve alí em Silêncio, esperando o seu despertar. É nesse momento que você assume a responsabilidade para a sua real evolução.
E então, como a abelha, você começa a voar em direção ao néctar — mesmo que os cálculos lógicos digam que é impossível. Mesmo que sua mente racional insista que você deveria continuar onde está segura.
Você se torna alguém que não apenas consome transformação, mas que é a transformação.
A Pergunta Que Muda Tudo
Então, aqui está a pergunta que você precisa se fazer neste momento:
Diante do jardim da sua vida, você tem agido como a abelha ou como a mosca?
O que você tem escolhido enxergar? O que você tem escolhido alimentar? O que você tem escolhido consumir? Para onde sua atenção — sua energia vital — tem sido direcionada?
Porque você precisa entender uma verdade inegociável que a Avó Jaci nos traz: “você se torna aquilo que você nutre com sua atenção”.
Se você nutre o drama e a conspiração, você se torna dramática e expande esse campo conspiratório. Se nutre a queixa, você se torna vítima. Se nutre a superficialidade, você se torna rasa.
Mas se você nutre a beleza, você se torna magnética. Se nutre a gratidão, você se torna abundante. Se nutre o sagrado, você se torna portal de transformação.
O Convite
Expandir a consciência não é um evento. É uma prática diária, uma escolha momento a momento de elevar-se acima do automático, do condicionado, do limitado, do profano.
É acordar todos os dias e perguntar: “O que a versão mais elevada de mim faria agora?”
É reconhecer que você carrega dentro de si a mesma inteligência que permite à abelha voar contra todas as probabilidades. A mesma força que transforma néctar em mel, que poliniza jardins inteiros, que cria vida a partir da beleza.
Você não nasceu para pousar no que está morto. Você nasceu para buscar o néctar, produzir o mel, espalhar a vida.
Você nasceu para ser a abelha.
E o jardim? O jardim está esperando.
A escolha sempre foi sua. A pergunta é: você está pronta para reconhecer o sagrado que sempre esteve diante de você?
Em Alegria, Graça e Gratidão,
Eu Sou o outro você!
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