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29 de janeiro de 2026O Absurdo e a Graça de Estarmos Humanos: Uma Reflexão Sobre Orelha, Aloka e o Chamado à Compaixão
Quando a violência encontra a inocência, o universo inteiro estremece.
O sol da manhã chegou discreto hoje, como quem busca consolar sem invadir a dor. Há uma tristeza profunda que habita meu peito — daquelas que não se dissipam com palavras fáceis ou distrações momentâneas. No início da tarde, uma tempestade chegou com raios e trovões, como se o próprio Céu gritasse um basta à violência, um chega à crueldade. Os relâmpagos rasgaram o céu para revelar o que se esconde nas sombras: aqueles que se esgueiram na prática da maldade.
Orelha teve a desventura de encontrar cascas vazias habitáveis por qualquer coisa que perdeu sua centelha humana. Aloka teve a sorte de ser acarinhado por anjos — os monges que caminham pela paz, mostrando-nos que outro caminho é possível. Este é o absurdo e a graça desta humanidade que compartilhamos.
A Sacralidade de Cada Pulso de Vida
Cada SER — humano, animal, planta, mineral — é um verso sagrado na grande poesia que chamamos de existência. Quando negligenciamos um coração que late, uma pata que sangra, uma alma que implora por compaixão, não ferimos apenas o mundo ao nosso redor. Ferimos nossa própria centelha divina, aquela fagulha que nos conecta ao Criador de todas as coisas.
Aqui está a verdade que poucos ousam encarar: Somos testados diariamente em nossa capacidade de ver o sagrado no vulnerável. O cachorro abandonado, o animal ferido, a criatura que confia em nós — cada um é um espelho refletindo quem realmente somos quando ninguém está olhando.
Que Orelha nos lembre para sempre de sermos gentis quando ninguém nos observa, de amar quando é desafiador amar, de proteger a vida — sempre, incondicionalmente.
Os Dois Caminhos da Humanidade
Orelha e Aloka são faces da mesma moeda, reflexos dos dois caminhos que a humanidade pode trilhar:
O caminho de Orelha nos mostra para onde vamos quando perdemos nossa essência, quando nos tornamos cascas vazias onde qualquer entidade inferior pode habitar. Não vou chamar os agressores de humanos — porque corpos vazios, onde a compaixão morreu e a crueldade floresceu, não merecem esse nome. Ser Humano ainda implica alguma capacidade de sentir, de conectar-se, de escolher o bem. Nós sabemos o que eles se tornaram.
O caminho de Aloka revela nossa maior potência: os monges que caminham em silêncio compassivo, protegendo o pequeno cão como a irmão de alma. Na quietude desses passos, ressoa uma verdade ancestral: a paz começa no modo como tratamos os mais frágeis.
O Chamado à Transformação Interior
Carecemos de humanos melhores. Sinto — e sei — que podemos ser melhores, muito melhores do que isto. Não é ingenuidade, é fé na capacidade humana de despertar.
Podemos e devemos ser guardiões:
- Das belezas da criação;
- Da alegria dos puros;
- Da segurança dos indefesos;
- Da dignidade e integridade de todos os seres.
Mas isso exige algo de nós. Exige que olhemos para nosso interior e façamos as perguntas difíceis:
Como eu trato os que não podem revidar?
Como respondo ao que é frágil?
Onde está minha compaixão quando é inconveniente demonstrá-la?
Ser humano, no sentido mais elevado, não é apenas erguer templos ou proferir discursos eloquentes. É saber ajoelhar-se diante da vida, reverenciar o pulso que vibra em cada criatura de cada reino. É carregar água e ternura no mesmo cântaro. É proteger um cão da chuva, alimentá-lo, acolhê-lo como sagrado — porque ele é.
Orelha e Seu Legado Eterno
Orelha agora corre livre da maldade. Deleita-se nos jardins do Criador, é acolhido pelos pássaros, as flores dançam celebrando sua chegada, as árvores reverenciam sua presença balançando suas folhas. Era puro demais, bom demais para este plano denso de existência.
Transformou-se em vento, que pelos anjos da natureza foi potencializado em tempestade — como se o céu chorasse seu sofrimento e, simultaneamente, se indignasse furiosamente pelo ato vil cometido contra ele. A justiça Divina não falha. Ela pode demorar no tempo terrestre, mas é inexorável nas dimensões superiores.
E nós seguimos, aprendendo a olhar este ocorrido com discernimento, sabendo que algumas coisas não vêm do Criador. Vêm da escolha humana de se afastar da Luz até perder sua capacidade de retornar à ela.
Orelha corre livre entre dimensões sutis, onde não há dor nem abandono — mas seu legado permanece, late dentro de nós:
“Sejam melhores. Sejam ternos. Sejam fiéis à vida.”
Quantos Passos Mais Até Compreendermos?
Quantos passos mais daremos até compreender que cada vida é sagrada? Quantos Orelhas precisarão sofrer até que acordemos coletivamente para nossa responsabilidade como guardiões deste planeta?
Hoje talvez a inspiração falte, mas o amor — esse nunca se esgota. Ele pulsa no silêncio e reverbera em todas as dimensões, alcançando aquelas além desta, chegando a este anjo de patas que agora habita planos mais sutis.
Que o nome de Orelha ecoe como prece nas praias do mundo.
Que cada passo nosso seja uma pétala de carinho ofertada aos que não podem se defender.
Que sejamos como os monges — caminhantes da paz, com os olhos voltados ao horizonte e o coração rendido à compaixão.
Por Orelha, por Aloka, por todos os seres que confiam em nós:
Sejamos dignos de cuidar da vida.
Porque no final, não seremos julgados pelo que acumulamos, mas por quanto amor conseguimos espalhar — especialmente aos que não podiam nos oferecer nada em troca, exceto sua confiança pura e inocente.
Se meus escfritos tocaram o seu coração… Compartilhe com alguém que precisa lembrar da importância da compaixão. Juntos, podemos ser a mudança que tanto almejamos ver no mundo.




