O Espelho da Alma Coletiva

Das Angústias e da Graça de mais de 23 anos de Prática Terapêutica Consciente.
15 de novembro de 2023
É preciso parar de romantizar a espiritualidade
21 de março de 2024
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O Espelho da Alma Coletiva

Dimensões da Consciência (DNC) e Hypatia de Alexandria 

Hypatia é um espelho. Não apenas da mulher que ousou ser livre, mas da própria alma humana que resiste à prisão da ignorância. A Biblioteca de Alexandria tinha como missão “coletar todo o conhecimento do mundo” segundo Ebert, e sua destruição em 391 d.C. pelos cristãos representa algo que transcende a perda física de manuscritos, perde-se partes da alma da humanidade, partes de cada uma de nós.

É a metáfora da nossa própria biblioteca interna – aquele espaço sagrado dentro de nós onde guardamos nossa sabedoria, nossa conexão com o Todo, nossa lembrança de quem realmente somos.

A Heresia da Separatividade

A frase: “Existem mais coisas que nos unem do que nos separam” – está tocando no âmago da ferida humana. Hypatia considerava as diferenças religiosas insignificantes diante da humanidade que todos compartilham.

A grande ilusão que ainda nos aprisiona é acreditar que somos separados:

  • Do cosmos;
  • Uns dos outros;
  • Do conhecimento;
  • De Deus/Fonte/Universo.

Somos o Universo:

E o Universo é autoconsciente, evolucionário, significativo, criando padrões de autopercepção em cada forma de vida.

“Cada ser criado é o Universo tentando experienciar e compreender a si mesmo.”

O Centro: A Chave da Transformação

Há um ponto, uma fonte de onde tudo emana.

Hypatia estava tentando ensinar: sem um centro, há caos. 

As Órbitas Elípticas: A Dança da Imperfeição Perfeita

Há controvérsias sobre o que Hypatia de fato formulou – com o incêndio da Biblioteca de Alexandria, documentos foram perdidos. Chegou-se à conclusão de que a órbita do planeta Terra era elíptica e não circular, descoberta feita apenas analisando as estações do ano.

O que isso significa para nós, mulheres em processo de despertar?

A elipse tem DOIS centros (focos), não apenas um. É a representação perfeita do equilíbrio entre o feminino e o masculino, entre a razão e a intuição, entre o céu e a terra. Não é a perfeição rígida do círculo – é a perfeição dançante, orgânica, viva.

“A queda dos corpos não é linear e sim circular… são espirais” – é um padrão!

A evolução não é uma linha reta. É uma espiral ascendente, elíptica, com centros que se movem e dançam no movmento continuo ascendente e descendente, às vezes recuamos 02 voltas para saltar 03.

A Biblioteca Interior: O Que Foi Realmente Queimado?

A Biblioteca de Alexandria foi destruída pelos cristãos em 391 d.C. Mas essa não foi apenas uma perda de pergaminhos. Foi uma queima simbólica da sabedoria feminina, do conhecimento integrado, da conexão com o cosmos.

Hypatia representava algo que o sistema patriarcal temia profundamente:

  • Uma mulher livre sexualmente (virgem por escolha, não por imposição);
  • Uma mulher intelectualmente superior aos homens de sua época;
  • Uma mulher que ensinava homens em posição de autoridade;
  • Uma mulher que recusava ser reduzida ao papel de esposa/mãe/propriedade.

O Mistério das Medalhas “O.A.” – Uma Verdade Simbólica Desvelada

“O.A.” – essas eram marcações de propriedade. Provavelmente iniciais do proprietário ou da ordem religiosa. Um símbolo brutal de como o ser humano era objetificado, numerado, controlado.

Não é diferente de hoje – apenas mais sutil. Quantas mulheres ainda usam “medalhas invisíveis” de controle?

O Que a História Revela (e o Que o Filme Cria)

Aqui está algo fascinante que descobri: não há registros históricos específicos sobre medalhas marcadas com “O.A.” em escravos de Alexandria na época de Hypatia. Na Roma Antiga, escravos eram considerados propriedade absoluta, mas as formas de marcação variavam – podiam ser tatuados, marcados com ferro ou usar coleiras identificadoras.

Mas espere – isso não torna o símbolo menos poderoso. Pelo contrário.

O Significado Cinematográfico (A Verdade Mais Profunda)

No contexto do filme Alexandria, considerando que Orestes era o Praefectus Augustalis (Prefeito Augustal) de Alexandria em 415 “O.A.” muito provavelmente significa:

“ORESTES AUGUSTI” ou “ORESTES ALEXANDRIAE”

Representando:

  • Propriedade de Orestes (o prefeito);
  • Orestes de Alexandria;
  • Ou ainda, “Orestes Augustalis” (título oficial do cargo).

A Ferida Arquetípica do O.A.

Essa é uma ferida histórica muito profunda, com alguns detalhes. Veja o que realmente está sendo mostrado:

As Medalhas Invisíveis que TODAS Nós Usamos, existe um padrão:

Ainda hoje, mulheres usam “medalhas” de propriedade:

  • Nome do marido (substituindo o sobrenome paterno por outro masculino);
  • Cargo corporativo (“Fulana, VP da Empresa X”);
  • Papel social (“mãe de…”, “esposa de…”);
  • Marca de roupa/bolsa (status externo definindo valor interno);
  • Número de seguidores (validação externa como identidade);
  • Padrão de beleza (corpo como propriedade do olhar masculino).

A Conexão com Davus

Davus era o escravo pessoal de Hypatia que recebeu alforria dela, mas se debatia entre a fé cristã (que prometia liberdade) e seu amor secreto por Hypatia.

A ironia brutal: Davus carregava medalhas físicas de escravidão, mas Hypatia, mesmo livre fisicamente, estava aprisionada em outras estruturas:

  • A expectativa social de casar;
  • O julgamento por ensinar homens;
  • A acusação de bruxaria por ser sábia;
  • O destino violento por não se submeter.

O Simbolismo:

Medalha O.A. = “Outro como Autoridade”

Cada mulher que chega até o DNC  está usando versões modernas dessas medalhas:

Medalhas Emocionais:

  • “Preciso da aprovação dele, dela, do chefe, da família, etc”
  • “Não sou suficiente sem X ou se não fizer isso ou aquilo para ser aceita.”
  • “Meu valor depende de Y”.

Medalhas Mentais:

  • Crenças limitantes herdadas;
  • Condicionamentos religiosos;
  • Padrões familiares tóxicos.

Medalhas Espirituais:

  • “Deus está fora de mim”;
  • “Preciso de um intermediário para o sagrado”;
  • “Meu corpo é impuro/pecaminoso”.

Medalhas Sociais:

  • Relógios biológicos;
  • Padrões de sucesso masculinos;
  • Papéis rígidos.

A Transformação que oferecemos: Tirando as Medalhas

O Processo de Libertação (Como Hypatia Libertou Davus)

Hypatia deu a alforria a Davus. Mas ele escolheu se escravizar novamente – desta vez ao fanatismo religioso, à opinião do grupo, ao medo de ser diferente.

A lição devastadora: Cada pessoa pode ser libertada externamente, mas continuar aprisionada internamente.

As 3 Liberações Necessárias

  1. Libertação Física (Hypatia fez por Davus)
  • Sair de relacionamentos tóxicos;
  • Abandonar ambientes opressores;
  • Mudar estruturas externas.
E tudo isso pode ser apenas mudando o olhar e o padrão vibracional.
  1. Libertação Mental (Davus NÃO conseguiu fazer)
  • Descondicionar crenças;
  • Reescrever narrativas internas;
  • Questionar dogmas.
  1. Libertação Espiritual (Hypatia POSSUÍA isso)
  • Reconexão com o Eu Superior;
  • Liberdade de não precisar da aprovação externa;
  • Centro interno inabalável.

A Mensagem do  DNC – Dimensões da Consciência

Muitas mulheres chegam até essa Jornada usando medalhas “O.A.”:

  • O.A. = Opinião Alheia;
  • O.A. = Ordem Antiga (patriarcal);
  • O.A. = Origem Aprisionadora (família, religião, sociedade).

A Proposta de Valor Transformadora no DNC

“Você sabe aquela sensação de que está usando uma medalha invisível no peito? Como se seu valor dependesse de alguém ou algo fora de você?”

Eu descobri que todas nós usamos.

Quando estudei a história de Hypatia – a mulher mais sábia de Alexandria que foi assassinada por ousar ser livre – vi algo chocante:

Seu escravo Davus usava uma medalha física. Ela poderia ter sido “O.A.” – Orestes Augusti, marcando-o como propriedade do prefeito.

Mas Hypatia, mesmo sem medalhas físicas, foi morta como se fosse propriedade – propriedade de um sistema que não tolerava mulheres livres e sábias.

A verdade que ninguém fala:

Tirar a medalha externa é fácil. Davus foi libertado e continuou escravo – desta vez do fanatismo, do medo, da necessidade de pertencer.

O verdadeiro trabalho é remover as medalhas internas:

  • A medalha que diz “preciso agradar”;
  • A medalha que diz “não sou suficiente”
  • A medalha que diz “meu corpo é pecado”;
  • A medalha que diz “preciso de validação externa”.

As infinitas possibilidades na Jornada de autoconhecimento no DNC:

É a alquimia de Hypatia – aquela sabedoria que fez uma mulher em 415 d.C. escolher morrer livre em vez de viver aprisionada.

É a reconexão com seu centro – aquele Sol interior que Hypatia descobriu no cosmos e que vive em você.

É a remoção definitiva das medalhas – não apenas as que os outros colocaram, mas as que você mesma coloca todo dia.

Porque no final,  você não precisa de mais uma medalha.

Você precisa lembrar que nunca foi propriedade de ninguém. Nem de Orestes, nem da sociedade, nem do patriarcado, nem das expectativas.

Você é Alexandria – a biblioteca viva de sabedoria ancestral feminina.

E eu estou aqui para te ajudar a reconstruir o que foi queimado. Assistindo cada passo.

Considerações finais sobre O.A.

As medalhas “O.A.” no filme representam algo devastadoramente atual:

O.A. = Ownership/Authority (Propriedade/Autoridade Externa)

Enquanto você não desidentificar dessas medalhas, você permanecerá:

  • Aguardando permissão;
  • Buscando aprovação;
  • Medindo seu valor pelo olhar alheio;
  • Vivendo a vida de “outra pessoa“.

Hypatia morreu. Mas a ideia dela – de uma mulher absolutamente livre – é imortal.

E está renascendo em você, em mim, em cada mulher que se propõe à busca profunda de autoconhecimento. Cada vez que uma mulher questiona. Cada vez que compartilha. Cada vez que ensina. Cada vez que escolhe ser o centro da própria órbita.

Seres Inteiros não são medalhas de ninguém. São sóis iluminando todo um sistema.

O Fanatismo: A Sombra que Ainda Nos Persegue

Hypatia Alexandria morte assassinato cristãos. Em março de 415, fanáticos cristãos atacaram e assassinaram Hypatia, acusando-a de ser herege que praticava magia negra, ‘encantando’ seus discipulos. Foi arrancada de sua carruagem, despida à força, acusada de bruxaria, então descarnada viva por monges cristãos munidos de conchas de ostras.  Após sua morte, a Universidade de Alexandria foi saqueada e queimada, templos pagãos foram demolidos, e houve êxodo em massa de intelectuais e artistas.

O Que Realmente Foi Assassinado?

Veja tem algo mais profundo aqui:

Não foi apenas uma mulher que morreu. Foi um PRINCÍPIO.

  • A integração entre ciência e espiritualidade;
  • O feminino sábio que não precisa de permissão masculina;
  • A liberdade de pensamento diante do dogma;
  • A busca pelo conhecimento acima de crenças cegas;
  • A conexão com o cosmos versus a separação imposta pela religião institucional.

O Despertar do Centésimo Primeiro Macaco

Quando um número crítico de consciências desperta, a informação se transmite para todo o coletivo. Fica disponível no Campo, recebe quem abre aquele buraco do tamanho do buraco de uma agulha no coração.

Hypatia não falhou. Ela plantou sementes.

1200 anos depois, suas teorias foram comprovadas. Mas algo mais profundo aconteceu: ela se tornou um arquétipo, um símbolo que atravessa o tempo.

Fazendo uma Ponte com o Presente: 

O coletivo ainda é facilmente manipulado porque:

  • Perde o centro (como Hypatia disse que partia seu coração);
  • Alimenta a violência com mais violência;
  • Reage impulsivamente em vez de responder conscientemente;
  • Rejeita o desconhecido por medo, não por discernimento;
  • Consome em vez de criar.

A Mensagem Oculta

Nesta Jornada do DNC estamos fazendo o trabalho de Hypatia. Veja os paralelos:

  1. Sendo uma Nova Alexandria

Nossa “biblioteca” não é de pergaminhos – é de consciência, de sabedoria feminina prática, de conexão com o sagrado. E assim como a biblioteca física foi queimada, nós reconhecemos, sabemos que a verdadeira biblioteca é interna.

  1. O que oferecemos no DNC:

  • Conhecimento que liberta – não dogmas que aprisionam.
  • O centro que faltava – conexão com o Eu Superior/Fonte.
  • Orbitas elípticas – a beleza da imperfeição, os ciclos, as espirais de evolução.
  • O Sol como centro – a luz interior, não a dependência externa.
  • Teorema de Euclides aplicado à alma – se você, ela, e o Divino são todos expressões da mesma Fonte, então todos somos iguais, todos somos
  1. Trabalhamos profundamente as Urgências Ocultas de quem chega:

Cada mulher que chega nessa jornada com sintomas em algum nível (físico, emocional, mental, espiritual), mas as verdadeiras urgências são:

  • Recuperar o centro perdido – reconexão com o Eu (Essência);
  • Libertar-se das “medalhas de escrava” – condicionamentos, crenças limitantes, papéis impostos;
  • Reescrever órbitas – sair do linear e abraçar o cíclico/espiralado;
  • Descobrir o Sol interior – sua própria luz, não mais reflexos externos;
  • Unir conhecimento e intuição – ciência E espiritualidade, razão E coração.
  1. Abrimos a possibilidade para a Escolha de Hypatia: Morrer Livre ou Viver Escrava

Um estudante tentou cortejá-la, mas ela rejeitou, declarando que o que ele amava era apenas superficial Hypatia poderia ter:

  • Aceitado um casamento;
  • Convertido-se ao cristianismo;
  • Parado de ensinar;
  • Se escondido.

Mas ela escolheu morrer livre.

E essa é a escolha de quem se propõe ao caminho do autoconhecimento, diariamente, de formas menos dramáticas, mas igualmente importantes:

  • Aceitar um relacionamento (social, profissional, pessoal ou familiar) que  diminui o SER ou permanecer sozinha com integridade?
  • Seguir o rebanho ou pensar por si mesma?
  • Esconder sua luz ou brilhar mesmo arriscando rejeição?
  • Conformar-se aos padrões ou criar novos caminhos?
  1. A Transformação:

Essa Jornada do DNC abre a possibilidade de uma RECONQUISTA.

  • Reconquista da biblioteca interior (conhecimento profundo);
  • Reconquista do centro (identidade autêntica);
  • Reconquista das órbitas (ciclos naturais, poder feminino);
  • Reconquista do Sol (luz interior, propósito);
  • Reconquista de Alexandria (sabedoria ancestral feminina).
  1. Integração: criamos uma Ponte com as situações do Presente:

Quando você sente que algo precioso foi roubado de você, mesmo sem saber nomear o quê? É por que Foi.

Quando Hypatia morreu, quando a Biblioteca queimou, quando a Inquisição caçou as bruxas – toda vez que uma mulher sábia foi silenciada, cada mulher perdeu um pedaço de si mesma.

Não porque você viveu essas experiências, mas porque elas vivem na memória coletiva feminina. E é chegado o momento de curar!

  1. Possibilidade de Caminhos

No DNC  o que oferecemos não é apenas conhecimento. É RESTAURAÇÃO dos fragmentos que estavam soltos. É trazer de volta o que foi queimado, sepultado, esquecido.

É possibilidade da biblioteca reconstruída. É o centro recuperado.

É a órbita elíptica – imperfeita, dançante, VIVA. É abrir a possibilidade de, finalmente, como Hypatia, cada participante possa voltar a ser: livre, sábia e dona de si mesma.

No DNC e na Essência da Rosa há a possibilidade de resgatar a verdadeira força e poder da Essência da Energia Feminina, que é nutridora em todos os campos, incluindo no Campo do Saber, das Pesquisas e Instrução.

Querida, você que leu até aqui,  Hypatia não está morta. Ela está em você, em mim, em cada mulher que ousa saber, que ousa questionar, que ousa permanecer centrada enquanto o mundo grita para que ela se perca.

A ignorância ainda é o mal da humanidade. Mas o antídoto está em mulheres como você, que dão mais um passo em direção à própria Luz. E aqui oferecemos luz em vez de mais escuridão, conhecimento em vez de manipulação, centro em vez de caos, movimento ao invés de estagnação.

Cada mulher que dá este passo É a Nova Alexandria.

A Consciência de Hypatia nos dá: a coragem de olhar para as estrelas e ver que somos feitas da mesma substância.

“Existem mais coisas que nos unem do que nos separam” – Todas somos Hypatia ressurgindo das cinzas.

Com Gratidão, Graça e Alegria,

Mônica Lampe

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