
O Absurdo e a Graça: Uma Reflexão Sobre Orelha, Aloka e o Chamado à Compaixão
27 de janeiro de 2026A maioria das pessoas dizem: “Sinto muito”. E não passam disso…
É importante levar a reflexão para além da superfície e adentrar aos véus do simbolismo espiritual e entrelaçamento quântico.
Um acontecimento desses mexe com o coração e com a fé na humanidade. Porque há tragédias que não cabem em uma frase educada. Não por falta de palavras — mas porque há um tipo de dor que exige Consciência, não apenas lamento.
Quando adolescentes “aparentemente normais” prendem e torturam um animal até a morte, algo em nós tenta buscar uma saída rápida: “são monstros”, “foi um desvio”, “não tem explicação”. Isso pode aliviar por um instante… mas também nos impede de enxergar o que o fato revela: uma sombra humana que não é individual, é coletiva. Se existe um Campo compartilhado — seja você chamando de consciência coletiva, campo mórfico, psiquismo social ou interconexão — então eventos assim funcionam como um alarme: não sobre “o outro”, mas sobre o que estamos permitindo que se torne normal.
Eu não escrevo para transformar dor em espetáculo. Nem para alimentar linchamentos. Escrevo para honrar a vida — e para atravessar a pergunta difícil: que tipo de humanidade estamos construindo quando a compaixão deixa de ser reflexo e vira exceção?
Não se trata apenas de Orelha
São 66 crianças que desaparecem no Brasil por dia (24090 por ano), vítimas de trafico sexual e de órgãos, e ninguem fala nada. As meninas do Marajó que fazem parte da paisagem… e ninguém se importa, afinal a exploração sexual infantil existe desde os primórdios da humanidade…E assim, todos tocam suas vidas, sem um olhar mais profundos sobre as sombras pessoais e coletivas…sem refletir sobre quais ações de reparação (Tikkun Olam) podem ser feitas para que possamos evoluir como coletivo humano.
Por que adolescentes “aparentemente normais” fariam isso?
Sem patologizar ninguém, existem alguns mecanismos humanos (bem conhecidos) que ajudam a entender como a sombra se manifesta, especialmente em grupo:
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Desengajamento moral: a mente encontra justificativas (“é só um bicho”, “todo mundo faz”, “ninguém vai saber”).
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Efeito manada + busca de status: no grupo, a empatia pode cair e a necessidade de “performar” aumenta.
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Dessensibilização (inclusive por consumo de violência): o choque vira entretenimento e a compaixão atrofia.
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Adolescência como fase de teste de limites (cérebro ainda em maturação no controle de impulsos), o que não explica tudo — mas facilita escaladas quando há permissividade e ausência de contenção.
- Ausência de Amor e cuidado amoroso: quando não se recebe amor, o ódio por aquele que é amado, emerge.
- Psicopatia: a neurociência comprova que a psicopatia nasce na infância e que assassinos em série adultos, começaram torturando animais na infância.
Essa é a parte “sem óculos cor-de-rosa”: a capacidade para crueldade existe no humano. A diferença é se ela encontra freio (consciência, educação emocional, vínculos, consequências) — ou plateia. Nada disso desculpa. Mas explica o suficiente para a reflexão ir além do “sinto muito”. Porque entender o mecanismo é um passo para interromper o ciclo.
A mensagem espiritual
Quando a vida vulnerável é torturada, o Campo nos obriga a escolher: anestesia coletiva ou maturidade de Consciência.
O convite prático para expandir consciência sem romantizar
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Luto com verdade: sentir a dor sem transformar em ódio que nos iguala ao que condenamos.
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Proteção com ação: denunciar, apoiar protetores, cobrar políticas e educação emocional (principalmente para jovens).
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Sombra integrada: reconhecer microcrueldades cotidianas (indiferença, humilhação, sarcasmo, prazer em “cancelar”) — e interromper o ciclo.
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Coerência do coração (2 minutos): mão no peito, inspirar 5s / expirar 5s, lembrar de um ser que você ama, e repetir mentalmente:
“Que eu não normalize a violência. Que eu proteja a vida com firmeza e amor.”
O simbolismo espiritual: o que esse acontecimento espelha?
Agora em coerência e amor, olhe para o simbolismo .
Aqui, eu te convido a uma leitura simbólica — não como superstição, e sim como linguagem da alma para olhar o real por dentro.
1) Orelha: o símbolo da escuta
“Orelha” é a escuta: escutar a Consciência, perceber o sutil, captar o que está vivo antes que vire tragédia.
Símbolo: a humanidade perdeu a escuta do coração.
Mensagem: voltar a escutar — não só o que é bonito, mas também o que é negado: negligência, prazer sádico, indiferença, impunidade, banalização da vida.
Pergunta-chave: O que nós (como sociedade) fingimos não escutar?
A negligência? A banalização da dor? O prazer cruel travestido de “zoeira”? A indiferença que vira cumplicidade?
O que morreu não é apenas um corpo — morreu, por instantes, algo que a humanidade precisa resgatar: a capacidade de escutar a vida. Escutar o vulnerável antes que ele vire notícia. Escutar o incômodo interno que diz “isso é errado”. Escutar a compaixão antes que ela seja ridicularizada.
“Orelha” é escuta. E escuta é consciência.
Orelha também representa a pureza, a transparência, a alegria e o amor incondicional, era acarinhado e amado por todos, e isso fere o orgulho de quem não teve amor, teve tudo, mas não amor.
2) O número 4 (adolescentes identificados): quando a “base” do humano pede correção
O “4” pode ser lido como matéria, base, estrutura (quatro pontos que sustentam uma mesa; quatro direções; quatro elementos).
Símbolo: quando a base está doente, a violência deixa de ser “exceção” e vira sintoma de estrutura.
Mensagem: não é só sobre indivíduos — é sobre cultura + família + comunidade + redes + limites + justiça + educação emocional.
Quatro não é um número qualquer: ele simboliza estrutura. É o número da base — como uma mesa que se sustenta em quatro pés; como as quatro direções que orientam o caminhar; como os quatro elementos que, em muitas tradições, representam a matéria organizada (terra, água, fogo e ar).
Quando a violência aparece marcada pelo 4 (quatro adolescentes), uma leitura simbólica possível é dura — e necessária:
não é apenas um “desvio individual”; é um sinal de que algo na base está adoecendo.
O “4” aqui pode espelhar:
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Terra (corpo / limites / consequência): onde faltou limite, a crueldade ganhou espaço.
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Água (emoção / empatia / vínculo): onde secou o amor e a empatia, a vida virou objeto.
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Fogo (impulso / poder / agressividade): onde o fogo não foi transmutado em coragem protetora de olhar para as ‘capacidades ou falta de capacidades’ destes adolescentes, virou destruição.
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Ar (mente / linguagem / narrativas): onde a mente justificou, banalizou, normalizou.
A mensagem espiritual do 4, então, não é “numerologia para explicar o inexplicável”. É um convite: restaurar os quatro pilares da humanidade — corpo com limites, emoção com empatia, força com ética, mente com verdade.
Em outras palavras: quando o número da “fundação” aparece associado à crueldade, o símbolo diz:
há algo na fundação do nosso tecido social pedindo reparo urgente.
2) A violência em grupo: quando a sombra vira sistema
Quando um ato é cometido em grupo, ele revela algo maior do que impulsos individuais. Ele denuncia um clima psíquico: uma cultura em que a vida pode ser desumanizada — e onde a crueldade encontra palco.
Espiritualmente, isso aponta para uma ferida coletiva: a ruptura do vínculo com o sagrado da vida.
Quando o sagrado desaparece, o outro vira objeto. E o objeto pode ser usado, ferido, descartado.
3) “Praia Brava”: instinto sem consciência
“Brava” evoca o instintivo , o indomado: a força crua, o instintivo, o mar que não negocia e que engole as certezas.
Símbolo: a nossa “natureza brava” (impulsos, agressividade, desejo de dominar) sem consciência vira destruição.
Convite: domar sem reprimir — integrar a força com ética: “eu tenho sombra, logo preciso de Consciência”.
Há em nós uma natureza brava — agressividade, desejo de poder, impulso de domínio. Isso não nos torna maus; nos torna humanos. O problema é quando essa força não é integrada pela consciência. Aí ela desce um degrau: do instinto para o sadismo, do impulso para o prazer na dor alheia.
O nome “Brava” funciona como símbolo: força sem ética vira violência; força com coração vira proteção.
4) “Dias preso”
Mesmo sem confirmação do tempo, “cativeiro” fala por si:
Símbolo: aquilo que é vulnerável (em nós e no mundo) fica preso quando a comunidade não vê/não age a tempo.
Mensagem: criar rede de proteção real, não só indignação.
5) 5 o dia da eutanásia
Em muitas tradições simbólicas, o 5 fala de passagem: é o número do “meio” entre matéria e espírito (depois da base/estrutura do 4, vem o movimento do 5). Ele também é associado ao humano vivo: cinco sentidos, cinco dedos, cinco pontas da estrela (pentagrama) — imagem antiga de proteção e vida integrada. Quando 4 se reunem na maldade isso abre um portal para o quinto elemento: O demiurgo.
Uma leitura possível (sem determinismo) é esta:
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O 5 marca um portal de transmutação: quando a dor não pode mais ser “remendada”, a vida pede um rito de passagem — encerrar o sofrimento e devolver a alma ao Campo.
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O 5 nos confronta com a ética do cuidado: eutanásia, aqui, não é “morte” como violência, mas fim de dor por compaixão; o símbolo pergunta: onde está a nossa compaixão prática quando a vida sofre?
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Depois do 4 (base adoecida), o 5 é o chamado à cura: se o 4 mostrou uma falha na estrutura (limites/empatia/ética/verdade), o 5 pede reorientação, educação do coração, correção de rota.
Aprofundando o 5 como “portal”: quando a base (4) se corrompe, emerge o anti-princípio
Em uma leitura gnóstica, o choque não é apenas “um ato”. É a sensação de que algo impessoal atravessa o humano: uma inteligência de separação, um frio que transforma vida em objeto.
Quando quatro se reúnem na maldade, não é só soma de pessoas. É estrutura: a base da ética se inverte. O que deveria sustentar (limite, empatia, verdade, responsabilidade) passa a sustentar o oposto.
E é aí que o símbolo pode tocar o 5: como se a reunião do 4 “na sombra” abrisse um quinto campo, um “quinto elemento” deformado — não a quintessência luminosa, mas o seu espelho: aquilo que, nos mitos gnósticos, é chamado de Demiurgo.
Quem é o Demiurgo, simbolicamente?
Não como “um ser” para culpar, mas como princípio:
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Separação (rompe o vínculo com o sagrado da vida);
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Inversão (o sofrimento vira diversão; a dor vira poder);
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Mecanização (o outro vira coisa; a vida vira objeto);
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Mentira e justificativa (a consciência cria narrativas para neutralizar a culpa);
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Antivida (o impulso de dominar e degradar o que é vulnerável).
Nesse sentido, “possessão” pode ser lida como: a consciência foi tomada por um campo de desumanização. E esse campo é contagioso — especialmente em grupo — porque ele oferece algo sedutor para a sombra adolescente: pertencimento, status, adrenalina, sensação de poder.
O ponto mais sério: o demiúrgico só entra onde o humano adormece.
Essa leitura não serve para “explicar o mal” e seguir a vida. Ela serve para revelar um critério:
Quando a compaixão some, algo não-humano (no sentido de anti-humano) está operando.
E a pergunta espiritual vira prática:
- Onde nós, como cultura, estamos permitindo que o anti-humano se normalize?
- Na banalização da violência? No humor cruel? Na indiferença? No prazer de humilhar? No consumo de dor como conteúdo?
O antídoto do 5: a quintessência verdadeira
O símbolo do 5 também guarda a saída.
Se existe um “5” sombrio (o anti-princípio), existe o 5 luminoso: a quintessência — o elemento que integra e espiritualiza os quatro.
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Corpo com limite (Terra);
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Emoção com empatia (Água);
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Força com ética (Fogo);
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Mente com verdade (Ar);
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E o 5: Consciência que unifica (Coração / Espírito / Presença).
Ou seja: o 5 não é só “o portal do Demiurgo”.
É também o portal do Coração desperto.





2 Comments
Que linda escolha em partilha, Mônica. O fato do Orelha parece estar sendo a gota d’água num copo já muito cheio num país de tanta.impunidade, intolerância e falta da ESCUTA DO CORAÇÃO!!! Aliás, o que vale para o que o mundo em tempos tão complexos está vivenciando. Que realmente possamos estar adentrando o portal do Despertar da Consciência em Amor e Compaixao cada vez mais. E que haja Amor, Paz e Compaixao em todos os Seres do Universo.
Sim, querida Elisa! Que haja Amor, Paz e Compaixão em todos os seres dos Multiversos! O Amor compartilhado é a cura para toda essa dor.