
Protegido: Reino dos Céus – A Jornada de um cavaleiro como Caminho de Individuação: uma Cartografia de Consciência entre a Espada e a Luz
4 de fevereiro de 2019
Jornada Iniciática ao Aporte do Maná
12 de fevereiro de 2019“O círculo tem poder de cura. Em círculo, somos todos iguais. Quando estamos em círculo, ninguém está a sua frente, nem atrás, nem acima e nem abaixo. Um círculo sagrado é feito pra criar Unidade. O Elo da Vida também é um círculo. Nesse elo há espaço para cada espécie, cada raça, cada árvore e cada planta. É a completude da vida que é respeitada para que possamos trazer cura para o Planeta.” ~Dave Chief, Oglala Lakota
Os Círculos e irmandades femininas não existem para segregar os homens, assim como o inverso também é verdadeiro.
Os círculos de mulheres existem desde a antiguidade, onde nossas ancestrais se reuniam para “sagrar” juntas , e compartilhar suas intuições , saberes, talentos e também aprendizados bons e dolorosos… muitos causados pelo masculino em desequilíbrio.
Nestes encontros elas davam suporte umas às outras neste processo de abrir, tratar e suturar as feridas para que cicatrizassem, e apreendiam a olhar para o masculino com amor e compaixão, depois de compreenderem a razão da distorção que os levou a machucá-las. Elas também cantavam, dançavam, celebravam a vida conectando as forças da natureza, os elementais e os espíritos ancestrais, trazendo a sabedoria destas outras esferas para continuar curando o feminino, o masculino e a terra.
As irmandades femininas são Sagradas, assim como as Masculinas!
As Deusas Gregas© Henriette ART
Tenho escutado de pessoas próximas a mim, sobre unir as irmandades dos homens com as irmandades das mulheres, e eu realmente também pensava desta forma, até que após profunda meditação percebi o quanto o masculino ainda precisa se desenvolver na compreensão do universo feminino e vice-versa para sustentarem incondicionalmente a Jornada de um Feminino e Masculino Sagrados …
É preciso curar tanto as feridas do masculino, quanto as feridas do feminino, antes que as irmandades femininas e masculinas se unam em uma só irmandade de homens e mulheres integrais…
Por enquanto observo que mulheres sentem-se seguras em compartilhar suas dores e saberes, meditar, dançar entre mulheres; e homens se sentem seguros em compartilhar seus esportes de ação, suas dores e saberes, histórias de vitórias e derrotas com outros homens…
O passo desta união pode ser o nosso próximo, mas depende de quantos dentre nós estão dispostos a se conectarem profundamente para curar estas dores a nível individual e coletivo, e integrar as sombras destes aspectos dentro de si mesmos…
É preciso olhar com compaixão para a ferida dos comportamentos distorcidos e tóxicos baseados no medo, abusos de todos os tipos no decorrer da história da nossa humanidade…
É preciso humildade para nos acolhermos em nossas imperfeições humanas , emoções, ego, características do barro…neste plano 3D, para então acolher o Divino em nós; sem esse olhar, limpeza das feridas e acolhimento… o Divino não passa livremente pelo barro, Ele enrosca nas impregnações …
E este não é um processo fácil para fazer junto com homens e mulheres, é preciso se criar o espaço seguro tanto para um quanto para ou outro se expressarem para a haver a possibilidade de alguma cura…
A responsabilidade do coletivo é muito peso para apenas 01 par de ombros transformar, é preciso que mais e mais pessoas se comprometam com o processo pessoal de transformação, que apreendam a perceber de qual nível de consciência caminham no mundo, e por qual nível se conectam ou se relacionam …
Pois ainda há muitas distorções entre os relacionamentos entre homens e mulheres …Há os relacionamentos de fome, um precisa do outro para se nutrir para devorar, chamado por Platão de Pornéia, há os relacionamentos de Eros onde sedução, sensualidade é o foco da relação e raramente evolui além disto, gerando muita insatisfação e incompletude, e ainda há relacionamentos de controle e manipulação.
E não se engane, há muita conexão etiquetada como “espiritual” que ainda está enroscando nestes 03 níveis…
Mas o Ágape e o Casamento Sagrado parece ser reservado apenas para os grandes iniciados…aqueles que integraram os arquétipos do Sacerdote e Sacerdotisa e tornaram-se Guardiões do Sagrado; aqueles que podem ser o útero da Mãe e a orientação o do Pai para todos, aqueles que amam profunda e verdadeiramente e assim podem governar a transformação do coletivo como Reis e Rainhas em compaixão e equanimidade…como iguais.
Ramses e Nefertari – Templo de Abu Simbel
E então, uma amiga perguntou-me: ” E homens e mulheres comuns não podem contribuir com a transformação do coletivo?”
É claro que eles podem contribuir, desde que tenham seus níveis de consciência bem trabalhados, até que alcancem genuinamente o coração … E há uma infinidade de técnicas, caminhos iniciáticos e terapêuticos para realizar isso.
Sinto que ainda há muita distorção em nome do amor e do coração … A energia da União Sagrada é poderosa, ainda não é para todos, mas apenas para aqueles que prometeram protegê-la com seus corações e almas, profundamente…sinceramente…
Abaixo está uma imagem que alguém tomou sem minha permissão, e hoje eu agradeço por tê-lo feito, pois tenho o registro deste momento profundamente marcante em minha Jornada…quando bebi da taça do masculino e da taça do feminino, o vinho (sangue= espírito do Cristo); e comunguei do pão ( corpo= ação do Cristo) e a união das polaridades se fez dentro… quando se vai fundo assim numa iniciação, o coração sabe …sente…
Era um retiro de silêncio, não fui preparada para o meu casamento, mas houve o chamado. Confeccionei, então, a coroa de flores com algo verde, rosa e azul. Usei algo branco, uma camiseta, era o que tinha em mãos, algo emprestado… uma colega de quarto me emprestou uma saia… e eu só tinha calça e bermudas na minha mala minimalista, afinal fora para um retiro no meio do mato (risos), de novo ali só o coração mesmo…aberto para comungar com o Mestre… Outros que lá estavam reafirmaram suas uniões nesta cerimônia, cada qual com o seu par, a minha união foi interna mesmo…não havia par para estar a meu lado neste nível de comprometimento naquele momento…O oficiante, era alguém que caminhou ao lado do Cristo naquele tempo…
Queridos, a união precisa começar dentro, curando-se e integrando ambos os aspectos, masculino e feminino, para depois conectar o Sagrado fora…e quando isso acontece, só tem um propósito, o Servir…
Somos uma Fraternidade Humana em processo de Construção desta Fraternidade…
Tenhamos compaixão por nós mesmos…E sigamos ainda que separados nestas irmandades, mas em santo oficio… cada qual realizando o trabalho profundo de transformação sobre si mesmo🙏💜
In Lack’ Ech Ala K’in
Eu Sou o Outro Você!
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