Da Série Debaixo do Nariz – Craquelar o Escudo do Egoísmo.

Assédio ou Obsessão Espiritual: Quando a Consciência se Torna Campo de Disputa

6 de agosto de 2026

Assédio ou Obsessão Espiritual: Quando a Consciência se Torna Campo de Disputa

6 de agosto de 2026

Da Série Debaixo do Nariz : Para Craquelar o Escudo do Egoísmo.

A coragem de olhar o que a hipocrisia insiste em não ver.


Uma continuação necessária

Há poucos dias, escrevi sobre Majd Kamalmaz — O Homem que Escutava o Coração do Mundo, o psicoterapeuta sírio-americano e treinador HeartMath desaparecido em um posto de controle em Damasco em 2017, cuja morte no cativeiro foi finalmente confirmada. Aquela foi uma despedida. Este texto é a continuação que o próprio Majd, se pudesse, teria pedido.

Porque Majd não foi uma exceção trágica. Ele foi um entre milhares. E o silêncio que engoliu o seu nome continua engolindo nomes que nunca chegam aos jornais, nomes que não entram nas rodas de conversa educada, nomes que o mundo prefere não pronunciar porque pronunciá-los exigiria mudar alguma coisa.

Este texto é sobre esses nomes.

E sobre a maquinaria de indiferença que os fabrica.


O corpo dos que se recusam a abandonar o mundo

Comecemos pelo dado mais duro, aquele que a diplomacia protocolar preferiria manter em nota de rodapé.

O ano de 2024 foi o mais letal já registrado para trabalhadores humanitários em toda a história. Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), 383 humanitários foram mortos em 2024 — um aumento de 31% em relação a 2023, que já havia sido o ano-recorde anterior. Outros 308 foram feridos, 125 sequestrados e 45 detidos apenas naquele ano (OCHA, 2025).

A maioria não eram estrangeiros brancos com passaporte diplomático. Eram trabalhadores locais — sírios, sudaneses, palestinos, congoleses, iemenitas — atacados no exercício de suas funções ou dentro de suas próprias casas. Gaza concentrou 181 mortes; o Sudão, 60. Em 21 países houve aumento de violência contra humanitários em relação ao ano anterior, e — este é o ponto que raramente ganha manchete — atores estatais foram os autores mais frequentes (OCHA, 2025).

Os primeiros oito meses de 2025 já registram 265 humanitários mortos, segundo dados provisórios do Aid Worker Security Database, sem qualquer sinal de reversão da curva (HUMANITARIAN OUTCOMES, 2025).

Tom Fletcher, subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, foi direto: Ataques nesta escala, com impunidade absoluta, são uma acusação vergonhosa contra a inação e a apatia internacionais”.

Vergonhosa é uma palavra pequena diante do que descreve.

Porque cada um desses 383 nomes de 2024 era uma pessoa que decidiu não olhar para o outro lado. Uma médica que continuou operando embaixo dos bombardeios. Um motorista de comboio que insistiu em levar farinha até uma aldeia sitiada. Uma psicóloga que atendia crianças refugiadas quando o telhado desabou. Um coordenador de campo que atravessou uma linha de frente porque, do outro lado, havia sede.

A vida de um humanitário é vivida na delicada fronteira entre o amor e o perigo. Eu já escrevi isso, e repito com mais peso agora: quem leva remédios aos feridos aproxima-se dos campos de batalha; quem defende os esquecidos aproxima-se das estruturas que desejam mantê-los invisíveis; quem trata os traumas produzidos pela violência acaba, muitas vezes, diante das próprias engrenagens que fabricam essa violência.

Majd carregava escuta. Não carregava armas.

E foi silenciado.


A geografia invisível do sofrimento

Enquanto isso, em outra camada da mesma ferida, opera um mercado.

O Relatório Global sobre Tráfico de Pessoas 2024, publicado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, registra um aumento de 25% no número de vítimas de tráfico humano detectadas globalmente em 2022 em comparação com 2019, período pré-pandemia. Entre 2019 e 2022, o número global de vítimas identificadas para trabalho forçado subiu 47%. As vítimas crianças aumentaram 31% no mesmo período — e, entre meninas, o aumento foi de 38% (UNODC, 2024).

Mulheres e meninas seguem sendo a maioria absoluta das vítimas detectadas — 61% em 2022. E entre as meninas vítimas, 60% são traficadas para exploração sexual (UNODC, 2024). Não para trabalho doméstico, não para casamento forçado, não para outras formas. Para exploração sexual.

Crianças representam agora quase 40% de todas as vítimas identificadas de tráfico humano no mundo (IOM, 2024).

Detenha-se um instante nesse número.

Quase quatro em cada dez vítimas de tráfico humano identificadas no planeta são crianças. Muitas delas desacompanhadas, muitas em fuga de conflitos armados, muitas empurradas para a rota por pobreza, colapso climático, guerra ou o esfacelamento silencioso de suas comunidades de origem.

E enquanto isso, o Projeto Migrantes Desaparecidos da Organização Internacional para as Migrações (IOM) registrou 9.103 mortes e desaparecimentos de migrantes em 2024 — o ano mais letal desde que os registros começaram, em 2014. Em pouco mais de uma década, o projeto documentou mais de 72.000 vidas perdidas em rotas migratórias no mundo (IOM, 2025). E essa cifra, alertam os pesquisadores, é uma subestimação: a maior parte dos migrantes que morrem nas travessias jamais tem seus corpos identificados, quanto mais registrados.

Setenta e duas mil famílias esperando. Setenta e duas mil ausências que ficaram para trás sem sepultura, sem certeza, sem despedida.


Marajó — quando o Sul do mundo mora dentro do Brasil

E antes que alguém pense “isso é longe daqui”, precisamos falar do Marajó.

Porque não é longe. É Brasil. É Pará. É água doce, é açaí, é búfalo, é a foz do maior rio do planeta.

E é, também, uma das feridas mais antigas e mais silenciadas da nossa própria casa.

As denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes no Arquipélago do Marajó começaram a chegar ao Congresso Nacional em 2006, através da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Em 2008, o Senado instalou a CPI da Pedofilia, que trabalhou até 2010 e produziu um relatório de quase 1.700 páginas — no qual 90% das vítimas identificadas eram do sexo feminino, com idade entre 12 e 17 anos (FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA, 2024).

Em quase todos os 16 municípios marajoaras foram registrados abusos, e 14 deles apresentam Índice de Desenvolvimento Humano baixo ou muito baixo (TRUE STORY FESTIVAL, 2021). Meninas de 5, 6, 7 anos oferecidas em balsas de carga por comida, por óleo diesel — que na região é chamado de “ouro negro” pelo preço — por qualquer coisa que aplaque a fome de mais um dia (RIC, 2025). O bispo Dom José Luis Azcona, que há décadas denuncia essa realidade, chegou a relatar publicamente que crianças eram oferecidas aos ocupantes de balsas com o consentimento de suas próprias famílias — não por crueldade, mas por miséria absoluta (CNN BRASIL, 2024).

Um assessor da Câmara dos Deputados, Frei Henri Burin des Roziers, e o consultor legislativo Alexandre Formentini — este último faleceu em 2007, em um acidente rodoviário no Pará quando apurava rotas de tráfico de meninas marajoaras para a Guiana Francesa e a Europa (GAZETA DO POVO, 2022).

Você leu corretamente. Rota de tráfico. Meninas brasileiras. Levadas para a Europa.

Segundo dados apresentados na Câmara dos Deputados em 2024, pela Organização das Nações Unidas e pelo Conselho Federal de Medicina, cerca de 50 mil casos de tráfico infantil foram registrados no Brasil entre 2019 e setembro de 2023, além de 42 mil desaparecimentos apenas no primeiro semestre de 2023 (CÂMARA DOS DEPUTADOS, 2024).

O Programa Cidadania Marajó, instituído pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania em 2023, é uma iniciativa importante — mas a Câmara dos Deputados, em audiência pública de 2024, ouviu de representantes locais que o Conselho Tutelar de municípios inteiros conta com apenas quatro pessoas em regime de plantão para atender cidade e interior (CÂMARA DOS DEPUTADOS, 2024).

Quatro pessoas. Para proteger a infância inteira de um município marajoara.

Essa é a “geografia do abandono” da qual falam os pesquisadores. E ela não está do outro lado do oceano. Ela está a duas horas de barco de Belém.


O cinema como portal — quando a arte quebra o gelo

Há algo que a arte faz e o dado bruto não consegue: ela emprresta rosto, nome, olho, gesto. Ela nos obriga a ver.

Três filmes deveriam entrar, com urgência, na dieta de consciência de qualquer pessoa que ainda se considere humana.

Uma Vida — A História de Nicholas Winton (One Life, 2023), com Anthony Hopkins, conta a trajetória do corretor britânico que, em 1938, viajou a Praga em resposta a um pedido de ajuda a famílias judias deslocadas pelo avanço nazista. Winton organizou oito trens que retiraram 669 crianças da Tchecoslováquia rumo à Inglaterra, salvando-as da morte certa nos campos de extermínio. Ele nunca fez questão que sua história fosse conhecida; considerou apenas ter cumprido sua obrigação, e sentia culpa por não ter salvo mais. Só em 1988, num programa da BBC, o mundo soube. Hoje, essas 669 crianças deixaram cerca de 6.000 descendentes — pessoas que simplesmente não teriam nascido se um homem tivesse decidido que aquilo “não era problema dele” (GAZETA DO POVO, 2024).

Operação Irmãos (The Red Sea Diving Resort, 2019) retrata a operação real do Mossad israelense que, entre 1979 e 1984, resgatou milhares de judeus etíopes (“Beta Israel”) através de um hotel-fachada de mergulho no litoral sudanês do Mar Vermelho. Homens e mulheres arriscaram tudo para atravessar populações inteiras que caminhavam feridas, com fome, através de zonas de guerra, e trazê-las para casa. Uma lição sobre o que é possível quando alguém decide que salvar vidas vale mais do que salvar a própria pele.

Som da Liberdade (Sound of Freedom, 2023), baseado na trajetória do ex-agente federal norte-americano Tim Ballard, mergulha diretamente no ventre do tráfico infantil para exploração sexual — em cenários latino-americanos que ecoam, com dor, os cenários marajoaras. É um filme que muitos preferiram não assistir. Talvez precisamente por isso, seja um dos que mais precisam ser vistos.

23.000 vidas (23.000 Leben, 2026) . O filme  é baseado na historia de  grupo de jovens idealistas de Berlim se revolta com a crise de refugiados no Mar Mediterrâneo. Que agora virou discurso motivacional para os Coaches da vida te venderem mais um produto sobre propósito.

E há o texto que já escrevi aqui, sobre Majd — que também é, à sua maneira, um portal. Um convite a olhar para trás dos números e ver que cada um deles teve mãe, teve nome, teve infância, teve motivos para viver.

Estes filmes, esses relatos, esses dados não são entretenimento. São cataratas retiradas dos olhos.

Ser humanitário não é romântico, não é balada de jovem, não é discurso motivacional de coach para vender mais um curso de propósito, É VOCAÇÃO, se não é a sua, não vá. ´É duro, é triste, é cruel, e olhar para a sombra da crueldade humana de perto. SE NÃO É SUA VOCAÇÃO, não vá para ficar ‘bonito(a) na fita’, para postar nas redes que foi missionário no Congo, mas fechou os olhos para o Marajó. SE NÃO É SUA VOCAÇÃO, não vá,  mas apoie as causas, financeiramente, direcinando o recurso que iria para uma bolsa birkin de couro de crocodilo e diamantes, para alimentar seres humanos como você que vivem onde você vive. 


Os óculos cor-de-rosa da hipocrisia

E aqui chegamos ao ponto que, com toda a delicadeza que o assunto exige, precisa ser dito.

Existe uma indústria sofisticada de manutenção da nossa cegueira.

Ela opera de vários modos.

Opera pelo distanciamento geográfico: “Isso acontece na Síria, no Sudão, em Gaza — longe daqui.” Não acontece. Acontece no Marajó, na Rodoviária de São Paulo, nos garimpos ilegais da Amazônia, nos condomínios de luxo onde meninas trazidas de Belém “trabalham como domésticas” desde os 11 anos.

Opera pela higienização estética: o tráfico humano vira “prostituição”, a exploração vira “vulnerabilidade social”, o abuso vira “iniciação sexual precoce”, o desaparecimento forçado vira “conflito diplomático”. Cada eufemismo é uma pedra jogada em cima da vítima para que ela pare de gritar.

Opera pela paralisia do excesso:É tanta coisa acontecendo no mundo que eu não sei nem por onde começar.” — e assim não se começa por lugar nenhum. A saturação de horror funciona, na prática, como analgesia coletiva.

Opera pela terceirização moral: “O governo tem que resolver. A polícia tem que agir. A ONU tem que pressionar.” Todos esses atores têm, sim, sua responsabilidade — e ela é imensa. Mas a nossa parte não desaparece porque a deles existe.

E opera, sobretudo, pela produção industrial de espiritualidades anestésicas — aquelas que nos ensinam a “vibrar alto” ignorando o que dói, a “manifestar abundância” enquanto crianças de 6 anos são trocadas por óleo diesel, a “escolher pensamentos positivos” como se a realidade fosse cerimônia particular. Não é. A espiritualidade adulta caminha com os pés no chão — no chão real, com a lama real da história.

Foi por isso que escrevi, na obra Mary e a Libélula II — Ensinamentos da Grande Avó Jaci, sobre a diferença entre a compaixão que voa alto demais para tocar a terra e a compaixão que se ajoelha. Só a segunda transforma alguma coisa.

Uma outra sabedoria que herdei de minha avó também cabe aqui: “não adianta ganhar o mundo se perder a alma pelo caminho”. Ganhar conforto, imagem, círculo social ilustrado, e ao mesmo tempo pactuar com o silêncio diante do que sabemos que acontece — é perder a alma em prestações. O Boleto Cósmico vai chegar, um dia ele chega atualizado.


O que se pede de nós agora

Não estou pedindo que você largue tudo e vá para o Sudão.

Estou pedindo algo mais difícil, em certo sentido: que você pare de fingir que não sabe.

Que você abra o Relatório Global sobre Tráfico de Pessoas da UNODC — está disponível gratuitamente em português. Que você acompanhe o trabalho da CPI do Marajó, das denúncias do Ministério Público do Pará, das ONGs que operam na Amazônia sem qualquer visibilidade. Que você apoie financeiramente — de forma recorrente, ainda que modesta — organizações que atuam em proteção à infância, em resgate de vítimas de tráfico, em assistência jurídica a mulheres em situação de risco.

Que você vote com este tema em mente. Que você exija de candidatos posições concretas sobre proteção de humanitários, sobre financiamento de conselhos tutelares, sobre políticas específicas para o Marajó, para o Alto Solimões, para as fronteiras esquecidas do país.

Que você cuide dos humanitários que já estão perto de você — o médico que atende no SUS de periferia, a professora que dá aula em escola de assentamento, a assistente social do CREAS, a agente comunitária de saúde ribeirinha. Eles são os Majd Kamalmaz brasileiros. Estão inteiros, ainda. E seguem vulneráveis a violências que nunca virarão manchete.

Que você eduque quem está ao seu redor — sobretudo as crianças, sobretudo os adolescentes — sobre o que é tráfico humano, sobre como as redes de aliciamento operam nas redes sociais, sobre o que é uma abordagem suspeita, sobre para onde denunciar (Disque 100, no Brasil). E mais importante, sejam humanos e ensinem seus filhos a serem também. Que mata cruelmente um cachorro, pode matar um humano também. A crueldade é uma via sem volta.

E que você se cuide — porque olhar para essa realidade sem se destruir emocionalmente exige força interna, exige respiração, exige regulação do próprio sistema fisiológico, mental e emocional. Não é acaso que Majd Kamalmaz fosse psicoterapeuta. Ele sabia: sem regulação interna, o humanitário desaba antes de a bala chegar. Cuidar de si é a primeira condição para poder cuidar do outro sem colapsar.

Foi essa a razão pela qual sistematizei o GEMS — Gerenciamento Emocional Multidimensional. Não como um programa de “produtividade emocional”, mas como treino de sustentação — para líderes, para consultores, para mães, para educadores, para todos aqueles que atravessam o mundo carregando o peso de outras vidas nas costas. Porque a compaixão precisa ser protegida também dentro de quem a exerce.


Um pacto silencioso

Que a memória de Majd Kamalmaz — e de todos os 383 humanitários mortos em 2024, e de todas as crianças traficadas, e de todas as meninas do Marajó cujos nomes nunca saberemos — se torne um pacto silencioso entre nós.

Um pacto para não esquecer os desaparecidos. Para não abandonar as suas famílias. Para não permitir que os eufemismos sequestrem a linguagem. Para não deixar que a hipocrisia continue sendo o combustível invisível deste mundo. Para proteger aqueles que protegem a vida. Para exigir que a coragem caminhe sempre acompanhada pela justiça. Para lembrar que a compaixão, se não vem acompanhada de ação concreta, é apenas estética espiritual.

O escudo do egoísmo é grosso, sim. Mas nenhum escudo resiste à luz consistente. Consistente, aqui, quer dizer todos os dias. Um pouco. Bem feito. Naquele metro quadrado que é nosso.

Um metro quadrado bem arado, minha avó dizia, vale mais do que muitos hectares mal feitos.

Que este texto seja o seu convite a arar o seu metro quadrado.

Não amanhã. Hoje.

Em reverência aos que partiram servindo, e em compromisso com os que ainda vivem esperando ser vistos.

Em gratidão, graça e Consciência,

Transitando entre o absurdo e a graça de estar humana,

Mônica Lampe

Consultora Estratégica de Desenvolvimento Humano MultidimensionalHeartMath® Certified Practitioner, Mentor & Coach Autora de “Maná Alimento Luz”, “Mary e a Libélula I — A Jornada de uma Semente Estelar na Terra” e “Mary e a Libélula II — Ensinamentos da Grande Avó Jaci”  – “Confissões à Maat – Os Véus da Iniciação” – “O Caminho Sufi – Desvelando os Véus” e “Consciência Cosmossistência – O despertar para uma nova humanidade.”


No Oráculo de Delfos havia uma inscrição “Conhece-te a ti mesmo”.

Aqui propomos o Mapa da Clareza para que  você descubra mais sobre si mesmo(a)!

MAPA DA CLAREZA


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Referências

CÂMARA DOS DEPUTADOS. Comissão debate denúncias de exploração sexual infantil na Ilha do Marajó. Brasília: Portal da Câmara dos Deputados, 2024. Disponível em: https://www.camara.leg.br/noticias/1049030-comissao-debate-denuncias-de-exploracao-sexual-infantil-na-ilha-do-marajo/. Acesso em: 15 ago. 2026.

CÂMARA DOS DEPUTADOS. Representantes do governo explicam ações de combate à exploração sexual infantil no Marajó. Brasília: Portal da Câmara dos Deputados, 2024. Disponível em: https://www.camara.leg.br/noticias/1050962-representantes-do-governo-explicam-acoes-de-combate-a-exploracao-sexual-infantil-no-marajo/. Acesso em: 15 ago. 2026.

CÂMARA DOS DEPUTADOS. Requerimento de Comissão Parlamentar de Inquérito n.º 1/2024 — Ilha de Marajó. Brasília: Câmara dos Deputados, 2024. Disponível em: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=2391886. Acesso em: 15 ago. 2026.

CNN BRASIL. Rede de exploração infantil em Ilha de Marajó já foi tema de CPI no Senado. Rio de Janeiro: CNN Brasil, 23 fev. 2024. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/rede-de-exploracao-infantil-em-ilha-de-marajo-ja-foi-tema-de-cpi-no-senado/. Acesso em: 15 ago. 2026.

FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. Violência sexual contra criança e adolescente na Amazônia: um panorama no Arquipélago do Marajó. São Paulo: Fonte Segura, jul. 2024. Disponível em: https://fontesegura.forumseguranca.org.br/violencia-sexual-contra-crianca-e-adolescente-na-amazonia-um-panorama-no-arquipelago-do-marajo/. Acesso em: 15 ago. 2026.

GAZETA DO POVO. A vida de Nicholas Winton, que salvou quase 700 crianças dos nazistas. Curitiba: Gazeta do Povo, 11 fev. 2024. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/a-vida-de-nicholas-winton-que-salvou-quase-700-criancas-dos-nazistas/. Acesso em: 15 ago. 2026.

GAZETA DO POVO. Casos de prostituição e pedofilia no Marajó são investigados desde 2006. Curitiba: Gazeta do Povo, 14 out. 2022. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/casos-de-prostituicao-e-pedofilia-no-marajo-sao-investigados-desde-2006/. Acesso em: 15 ago. 2026.

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LAMPE, Mônica. Majd Kamalmaz — O Homem que Escutava o Coração do Mundo. Guarulhos: Blog Mônica Lampe, ago. 2026. Disponível em: https://monicalampe.com.br/majd-kamalmaz-o-homem-que-escutava-o-coracao-do-mundo/. Acesso em: 15 ago. 2026.

LAMPE, Mônica. Mary e a Libélula II — Ensinamentos da Grande Avó Jaci. [S.l.: s.n., s.d.].

OCHA — UNITED NATIONS OFFICE FOR THE COORDINATION OF HUMANITARIAN AFFAIRS. World Humanitarian Day: Attacks on aid workers hit another record, humanitarians call for urgent action. Geneva/New York: OCHA, 19 ago. 2025. Disponível em: https://www.unocha.org/news/world-humanitarian-day-attacks-aid-workers-hit-another-record-humanitarians-call-urgent-action. Acesso em: 15 ago. 2026.

RIC. Ilha do Marajó: tudo que se sabe sobre o caso. Florianópolis: RIC, 10 abr. 2025. Disponível em: https://ric.com.br/seguranca/violencia-contra-crianca/ilha-do-marajo-tudo-que-se-sabe-sobre-o-caso/. Acesso em: 15 ago. 2026.

TRUE STORY FESTIVAL. Violência sexual em Marajó. True Story Festival, 2021. Disponível em: https://truestoryfestival.org/en/stories/edition-2021/story/159. Acesso em: 15 ago. 2026.

UNODC — UNITED NATIONS OFFICE ON DRUGS AND CRIME. Global Report on Trafficking in Persons 2024. Vienna: UNODC, dez. 2024. Disponível em: https://www.unodc.org/unodc/en/press/releases/2024/December/unodc-global-human-trafficking-report_-detected-victims-up-25-per-cent-as-more-children-are-exploited-and-forced-labour-cases-spike.html. Acesso em: 15 ago. 2026.

Filmografia

OPERAÇÃO IRMÃOS (The Red Sea Diving Resort). Direção: Gideon Raff. Estados Unidos: Bron Studios; Netflix, 2019. 1 filme (129 min).

SOM DA LIBERDADE (Sound of Freedom). Direção: Alejandro Monteverde. Estados Unidos: Angel Studios, 2023. 1 filme (131 min).

UMA VIDA — A HISTÓRIA DE NICHOLAS WINTON (One Life). Direção: James Hawes. Reino Unido: BBC Film; See-Saw Films, 2023. 1 filme (110 min).

23.000 Vidas (23.000 Leben) .O filme de 1 hora e 52 minutos é baseado na história real da ONG alemã Jugend Rette

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